essa sexta, que excepcionalmente resolvi ficar na aula de Antropologia, a professora lança essa pergunta: 'existe uma etnia negra no brasil?'. ai começou o debate, muito bom por sinal. até que uma menina resolve manifestar sua indignação. ela diz que por ter nascido branca (sendo a família paterna negra e a família materna branca), ela sempre foi discriminada pela família paterna, que ela sempre foi a 'ovelha branca' da família. por ter a pele clara, sempre foi discriminadas, as pretas da família (o que não incluía ela e uma outra irmã) sempre tinham a preferência. isso me fez pensar mais em uma coisa que a minha mãe sempre me disse: 'os 'mestiços' sempre sofrem mais'. mas não mestiço como qualquer brasileiro que é fruto de misturas infinitas, mas o afrobrasileiro de pele clara. ele quer ser branco, mas os brancos sempre olham com aquela cara de: 'dãr, você é negrinho!'. e logo a família, que deveria deixar bem claro pra ela que ela é sim negra e deveria aceitar isso sem problemas, rejeita por ela ter um tom de pele mais claro. aí fica bem mais fácil entender a 'fuga negra'(mesmo não aceitando de jeito nenhum): o medo que os mestiços de pele branca tem de ser negros.
e é só.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
cagamento real
tá um quais-quais-quais essa merda de casamento real. eu me divertindo com as sacanagens que o povo faz, claro! como eu não costumo desejar mal as pessoas, quero mais que o príncipe e a princesa sejam felizes com o seu casamento de milhões. mas se eu estiver a fim de ver casamento de conto de fadas, alugo um filme do Walt Disney, pelo menos sei que é história encantada e não tem a perversidade das histórias reais. tenho nojo da família real e isso não me permitirá assistir porra de casamento nenhum. um país que cresce e enriquece as custas da colonização e exploração de outros países não merece que eu gaste minhas maravilhosas horas de sono com ele. é engraçado se falar tanto em casamento real (de realeza), enquanto as pessoas reais (eu e você) estão ralando pra ter um lugar ao sol. enquanto arma-se um circo para o casal real, tem um casal de verdade tentando descansar, tentando esquecer de problemas. e quando o casal real estiver se casando, o Príncipe e a Plebéia de verdade estarão trabalhando e muito, não pra poder ter uma vida de realeza, mas pra poder viver e aguentar de forma menos dura a verdadeira vida real.
e é só.
e é só.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
verdades em livros.
depois de quase 3 anos que terminei o Ensino Médio, consegui ler Memórias Póstumas de Brás Cubas sem achar um saco. e em um momento em que nem tudo está perfeito (sim, do meu jeito minha vida é perfeita), em um dos capítulos finais, encontrei um trecho que define o momento que eu vivo.
" - Não me podes me negar um fato - disse ele -; é que o prazer do beneficiado é sempre maior que o do beneficiado. Uma vez produzido o efeito essencial, isto é, uma vez cessada a privação, torna o organismo ao estado anterior, ao estado indiferente. Supõe que tens apertado em demasia o cós das calças; para fazer cessar o incômodo, desabotoas o cós, respiras, saboreias um instante de gozo, o organismo torna à indiferença, e não te lembras dos teus dedos que praticaram o ato."
(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas, CXLIX - Teoria do Benefício)
e é só.
" - Não me podes me negar um fato - disse ele -; é que o prazer do beneficiado é sempre maior que o do beneficiado. Uma vez produzido o efeito essencial, isto é, uma vez cessada a privação, torna o organismo ao estado anterior, ao estado indiferente. Supõe que tens apertado em demasia o cós das calças; para fazer cessar o incômodo, desabotoas o cós, respiras, saboreias um instante de gozo, o organismo torna à indiferença, e não te lembras dos teus dedos que praticaram o ato."
(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas, CXLIX - Teoria do Benefício)
e é só.
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